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Suaviter in modo, fortiter in re
(suave nos modos e firme nos propósitos)

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Lula, “Porqué no te callas?”

Para quem, nos momentos mais delicados de nosso país, sempre dizia: “Não sei de nada!”, “Não vi nada!”, nosso Presidente perdeu uma ótima oportunidade de repetir seus “jargões”, quando questionado por repórteres sobre o entrevero entre o Rei da Espanha e o “candidato a ditador” Hugo Chávez. Como um político, Lula deveria sim comentar o caso, porém, sem tomar partido algum. Pois a política, em sua essência, é arte de dirigir as relações entre os Estados. Lula foi no mínimo infeliz ao dizer que "não houve exagero" por parte de Chávez. Demonstrou implicitamente seu apoio, talvez não em relação ao conteúdo das críticas, mas por Chávez poder dizer o que quiser, na hora que bem entender. Todas as pessoas têm direito de expressar seus pensamentos e suas opiniões, até Chávez. Porém o momento escolhido por este foi inoportuno, haja vista que o intuito da reunião era para tratar de assuntos fora do contexto abordado pelas críticas de Chávez. Ao Rei, meus cumprimentos, pois externou o desejo de milhares. À Chávez, a velha “máxima”: “quem fala o que quer, escuta o que não quer!”.

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