A intenção deste espaço é informar e estimular a discussão, através dos artigos postados, sobre assuntos atuais de Política, Justiça, Direito Penal e Processo Penal, tanto ao profissional do Direito quanto aos leitores leigos. Desejo-lhes uma ótima leitura.
Suaviter in modo, fortiter in re
(suave nos modos e firme nos propósitos)

domingo, 15 de junho de 2008

Meu agradecimento e o “MEA CULPA”.

Primeiramente agradeço a Paula Trevisan, autora do blog http://www.fatojuridico.blogspot.com/ pelo contato e pelas palavras atenciosas.

Nós que mantemos um blog, por vezes nos questionamos o “por que” e “para que” escrever e expor nossas idéias e opiniões, não é mesmo colega Neemias Moretti, autor do excelente blog “Informe Jurídico” < www.infodireito.blogspot.com/>.

Por vezes penso: -“Será que alguém lê?”... Porém, o que me motiva a continuar escrevendo, são e-mails que recebo assim como o enviado por Paula Trevisan.

Já visitei o blog “fato jurídico”, gostei muito, principalmente da forma que Paula escreve e se expressa. Deixo-lhe aqui meu incentivo; Parabéns pelo seu blog e pelas idéias que expõe. É importante sabermos como estão pensando aqueles que iniciam em um curso de Direito.

Ao Ler o texto: “Depende: é a palavra de ordem!” <http://www.fatojuridico.blogspot.com/> me peguei refletindo sobre o tema, e recordando das vezes em que usei o “Depende”, comecei a escrever e me peguei fazendo o “mea culpa”.

Nós advogados, criminalistas ou não, usamos muito o “depende” todos os dias. Seja em consultas prestadas aos nossos clientes, seja em nossas petições do dia a dia.

E isso é o que mais me fascina no mundo do Direito, e principalmente, no DIREITO PENAL.

Tudo “Depende”. Tudo tem dois lados, duas verdades. O promotor acredita fielmente naquilo que está fazendo, e nós advogados mais ainda, pois conhecemos a verdade do nosso cliente. E cabe a nós, operadores do direito, estudarmos cada caso como se fosse único. E NA VERDADE É.

Nos dias de hoje, existem advogados, promotores e juízes de “produção”. Tudo tem que ser rápido e urgente, como se essa fosse a solução para desafogar nossos tribunais.

É o verdadeiro “recorta, copia e cola”. Poucos de nós ousam se aprofundar no estudo de um caso.
Ao promotor, é mais fácil pedir sempre a condenação, e o advogado e o juiz que se virem. Muitos juízes também não se aprofundam no estudo daquele caso. Apenas dão razão àquela parte que foi mais feliz em seus argumentos. E nós advogados, quando pegamos um caso, a primeira opção é consultar a internet e ver se já existe alguma “peça pronta”.

Todos nós já fizemos isso alguma vez. O problema é quando não percebemos as conseqüências que uma atitude simples como o “recorta, copia e cola” traz a nossas vidas e a de nossos clientes.

Nossos livros estão ficando empoeirados em nossas estantes, nossas mentes estão se atrofiando e nossos clientes entregues a própria sorte.

O que fazer? Muitas e de várias formas seriam as respostas. Institucionais, sociais, espirituais etc.

Mas pense você, estudante de direito, colega advogado, promotor ou juiz. O que você pode fazer para melhorar o seu dia, e o daqueles que estão ao seu redor e que dependem de seu trabalho?

Respondo aqui por mim.

A cada caso apresentado por um cliente, procurarei dar mais tempo ao estudo profundo daquele caso. Consultarei colegas mais experientes, comprarei livros específicos sobre o tema E OS LEREI.

Se ainda assim o caso for complexo demais, ou estiver além de meus conhecimentos, encaminharei o caso, junto com o cliente, a outro advogado, mais capacitado ou que seja especialista no tema.

Tentarei nunca aceitar um caso que esteja além de meus conhecimentos, ainda que a pecúnia oferecida seja de grande monta.

Procurarei sempre entender a situação em que se encontra meu cliente. Para tanto, dedicarei um tempo, ainda que apenas alguns minutos para me colocar em seu lugar. Assim, saberei como lhe dar a resposta sobre determinada questão, sobre aquele problema.

E ainda que não haja solução, e que somente lhe reste cumprir anos a fio de pena, a resposta dada por mim terá que em algum momento lhe confortar o espírito.

Tarefa difícil a que me proponho não colegas? Mas e você? Ao menos tentará ser um pouco melhor no dia de hoje?

Faça o seguinte, olhe para a primeira pessoa que você ver depois de ler este texto, e com um lindo sorriso lhe diga: -BOM DIA, ou BOA TARDE ou BOA NOITE.

Isso é fácil de fazer, e é um começo.

Por isso eu começo aqui, lhe desejando um ÓTIMO FINAL DE DOMINGO, UMA ÓTIMA SEGUNDA FEIRA, E UMA EXCELENTE SEMANA.

Que Deus, Jesus Cristo e Maria nossa mãe, lhe proporcione uma excelente semana, com muita saúde, muito trabalho, e muito sucesso.

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